sexta-feira, 23 de março de 2012

A BONNIE E AS "BONNIES"




Amigos, depois digam que a vida não imita a arte. Embora inspirado numa história real, do casal de assaltantes norte-americanos dos anos 30, Bonnie e Clyde, o conto de Mayrant Gallo A Bonnie dos Barris, que integra a coletânea As baianas, acaba de se revelar premonitório. Não é que a polícia de São Paulo acaba de desarticular uma gangue formada por loiras nada inocentes que se autodenominavam de "Bonnies", comandadas por um sujeito apelidado de Clyde?

Uma das loiras guarda incrível semelhança com a trajetória da personagem despirocada de A Bonnie dos Barris, que sai do Rio de Janeiro para delinquir em Salvador. Carina Geremias Vendramini, de 25 anos, tinha uma vida dupla, de mãe de família, zelosa e recatada, e bandida, na clandestinidade. Alegando ao marido que ia visitar a família, costumava viajar de Curitiba a São Paulo, para cometer sequestros relâmpagos, junto com outras cinco “Bonnies”. Deixava uma vida de conforto para se aventurar no crime, em busca de muita, mas muita, adrenalina! Carine foi presa na presença do marido, que, coitado!, ainda não acredita na história. Deveria perguntar a Clyde, o chefe das Bonnies.

Quanto a uma putinha na Vitória, uma santinha na Ribeira, uma noivinha no Cabula, uma piriguete em Ondina e uma guerreira na Lapinha, estas não são lá tão difíceis de encontrar! Aposto que As baianas chegou a Curitiba e que o conto de Mayrant emulou a “gangue das Bonnies”

ELIESER CESAR, autor de A guerreira da Lapinha.

Um comentário:

editor disse...

Vez em quando é bom que a vida imite a arte. Essa história é tão escandalosa quanto interessante. à princípio, elas leram mesmo "A Bonnie dos Baris". Mas é preciso checar. Quero descobrir em que delegacia essas loiras estão presas: quero lhes mandar seis exemplares de As baianas, como cortesia. Vão divulgar mais do que qualquer jornalista!
Abraços,
rosel