terça-feira, 24 de janeiro de 2012

OS BASTIDORES DA SANTINHA

Tom Correia numa esquina do mundo.

Foi numa dessas manhãs de sábado no velho Líder, onde a turma se encontra com frequência pra jogar conversa fora. Fiquei muito feliz por ter meu nome lembrado pra participar de uma coletânea, ainda mais ao lado de importantes escribas. Lima me emprestou “As cariocas” (já devolvi?) pra me ambientar com a ideia, mas óbvio que um prazo foi estabelecido, algo como dois ou três meses, não sei mais ao certo. O pano de fundo a ser usado era naturalmente a Península de Itapagipe, onde nasci, mas isso foi o mais fácil de definir. Enredado a outras atividades urgentes, sem o método e o rigor que os preconceituosos julgam indispensáveis, comecei a desenvolver uma narrativa sem sal, que logo abandonaria. Sob a pressão do tempo – todos os meus amigos já haviam finalizado seus contos –, cheguei a pensar em desistir, mas Lima e Mayrant me salvaram. Atrasadíssimo, enviei a história, que após os últimos ajustes ainda terminaria suscitando acaloradas e divertidas discussões em pleno saguão do Aeroporto 2 de Julho. “Afinal, a santinha deveria aparecer mais ou não?”, fiquei sabendo depois. No fundo, sempre desejei participar de uma coletânea. Um sonho que por muito tempo julguei inatingível. [Tom Correia]

Foto: Rosana Souza 

2 comentários:

editor disse...

Tom, somente agora consegui um pouco de paz para sentar e "ver" o blog de As baianas. Está viciante. Textos saborosos e enriquecedores. Casamento perfeito entre textos e fotografias. Aliás, essa que Rosana fez de você é perturbadora do ponto de vista do enquadramento. Perfeita!
Parabéns a todos,
abraços,
rosel

Lima disse...

Concordo. Tom e Mayrant conseguiram tornar o blog algo muito maior do que uma simples peça de divulgação. Parabéns aos dois e a todos envolvidos no projeto!