quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

GUERREIRA, O ARDOR DA VIDA


Quando decidimos fazer As baianas, não tinha a menor ideia do que iria escrever, a não ser que seria a história de uma mulher de Salvador.  Acredito, inclusive, que os outros cinco escritores intuíram a trama, após a escolha dos nomes. Não posso garantir. É apenas intuição. Sentamos, eu, Mayrant Gallo, Gustavo Rios, Lima Trindade, Carlos Barbosa e Tom Correia, no Bar e Restaurante Líder, no Largo Dois de Julho (olha a coincidência inconsciente), sem liderança nenhuma que não fosse a gênese das histórias. Então, sapecamos nomes, como: A Federal da Federação, A Ribeirinha da Ribeira, A Encabulada do Cabula, A Descaminhada do Caminho das Árvores e A Marinheira dos Mares. E Por aí. Títulos que não vingaram, mas nos encaminharam a cada trama subsequente. Escolhi  A Guerreira da Lapinha e logo visualizei a personagem. Faltava o mais difícil: escrever. Mas já tinha minha Maria Quitéria no Dois de Julho. Em seguida, optei por uma estrutura, digamos, andarilha. Pequenos episódios de uma vida pequena em trechos estratégicos do cortejo. Queria minha cidade presente, por mais descuidada que esteja; minha gente visível, por mais manipulada que seja. Então foi isso! Sempre acreditei que um título é um bom começo, embora, às vezes a gente só o descubra no meio ou, até mesmo, no fim  da história. Temos baianas. Aguardem-nas! Sem pimenta, mas com o ardor da vida. (Elieser Cesar)

Foto: Elieser Cesar e duas amigas, baianas genuínas.

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