quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

GÊNESE: A BONNIE DOS BARRIS

“Foi fácil ― e não foi ― escrever A Bonnie dos Barris. Minha primeira ideia se manteve e ao mesmo tempo se modificou. Inicialmente, o conto intitulava-se A espevitada dos Barris, e a inspiração me veio de uma garota que zanzava na Junqueira Ayres da manhã à noite, no verão de 2010. Eu passava, e ela sempre estava na rua ou no portão do prédio onde morava ou numa das lojas, na lanchonete ou simplesmente subindo ou descendo a ladeira. Mais uma coisa é a vida, outra é a ficção. Quando comecei a escrever, a garota desapareceu, e surgiu a Bonnie, meio barra pesada, bonita, sedutora, fascinada por cinema e inclinada a viver perigosamente. O conto sofreu várias revisões, especialmente porque adotei um método de estruturação análogo à técnica de corte cinematográfico e coerente com a personagem ― e, assim, mesmo ao apagar das luzes, com o arquivo da edição às vésperas de ir para a gráfica, fiz duas ou três mudanças. Diferentemente de outros contos meus, o desfecho deste já estava elaborado em minha cabeça desde os primeiros parágrafos: o que fiz foi imaginar e dirigir as cenas, de modo a alcançar o efeito final.” (Mayrant Gallo)

Foto: o autor na extinta Livraria LDM, por Gal Meirelles.

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