quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

COISAS DA PUTINHA


Cheguei atrasado pra reunião no Líder. Um engarrafamento no Rio Vermelho me surpreendeu em plena manhã de sábado. Faltava decidir o título do meu conto. Havia lá uma porção deles. "Não há nenhum com garota do interior...", comentei, já imaginando uma nova Daura. Mas não era essa a linha do livro, soube então. Daí, enquanto lia e relia os títulos, explodiu em minha mente "A putinha da Vitória". Pensei que seria moleza escrever o conto a partir de um outro já escrito. Não foi assim, como sói acontecer nas narrativas de ficção. Semanas se acotovelaram no tampo da escrivaninha, e não acontecia nada com a "putinha". Pensei em desistir. Tom Correia me ajudou muito com o atraso dele; o Elieser também deu uma força com o périplo da "guerreira". Eis que de repente surgiu um novo narrador que, desprezando o texto já posto, começou a contar uma nova história. E a história possuía a cara da Vitória, o bairro. O conto se fez em poucos dias e eu fui um dos primeiros a descarregar na caixa postal do Mayrant a minha contribuição. No mais, posso dizer que "A putinha da Vitória" não aprecia ser chamada de "putinha"; ela é superlativa. Espero que goz... ops, gostem.


(Carlos Barbosa, em foto de Victor Seabra)

3 comentários:

Lima disse...

Muito bom, Carlos!

editor disse...

Que texto eloquente, Monsieur Carlô! Mas é isso mesmo que eu espero de você e dos outros baianos: que ao chegar aqui e ler um texto assim, o leitor queira correr até à livraria em busca de um ou de dois exemplares de As baianas! Eu iria! Aliás, irei. Dia 10, aí em Salvador.
Abraços e parabéns! Ainda vamos tirar você da Bom Texto, queira você ou não.
rosel

Danilo Weber disse...

Numa palavra? INSTIGANTE!