quinta-feira, 5 de abril de 2012

CONFIRA: AS BAIANAS NA TV SENADO


video

Os comentários de Maurício Melo Júnior sobre "As baianas"
no programa Leituras da TV Senado.


domingo, 1 de abril de 2012

PESQUISA: BRASILEIRO LÊ MENOS


O número de brasileiros que leu pelo menos um livro nos últimos três meses diminuiu em comparação com 2007. É o que aponta a 3ª edição da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", feita pelo Ibope Inteligência em conjunto com o IPL (Instituto Pró-Livro). O estudo, realizado entre junho e julho de 2011, classifica de "leitores" aqueles que responderam ter lido pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos três meses anteriores à pesquisa. Em 2007, eles eram 55% da população (ou 95,6 milhões de pessoas). No resultado apresentado na tarde desta quarta-feira, o índice diminui para 50% da população (88,2 milhões de pessoas). Em todas as regiões houve redução desse índice, menos no Nordeste. 

O resultado, segundo avaliação do instituto, pode ser explicado pelo grande o número de pessoas estudando atualmente na região, sobretudo na faixa etária na qual a leitura é mais frequente (dos 5 aos 17 anos). Para a presidente do IPL, Karine Pansa, o menor número de leitores não é necessariamente negativo. "Aprofundando a análise dos resultados, percebemos indicadores que mostram uma melhor qualidade nessa leitura, com um crescimento do número de pessoas que afirmaram ler mais hoje do que em relação à última pesquisa". Em 2007, 40% dos entrevistados disseram que liam mais do que no ano anterior, contra 46% que disse ler menos. Em 2011, esses números foram 49% e 28%.


Outros dados aqui.

Fonte: Folha de São Paulo


Foto: Divulgação

sábado, 31 de março de 2012

OPINIÃO: AINDA SOBRE A FLICA 2011




O início de uma festa promissora*

Tom Correia


A primeira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), realizada entre 11 e 16 de outubro, foi sem dúvida o evento de maior destaque da Literatura Baiana em 2011. Não apenas pelo seu caráter inédito e pelos escritores convidados, mas também por todas as particularidades de uma cidade multissecular de extrema relevância cultural no Brasil. Durante seis dias, o Conjunto do Carmo abrigou uma série de debates em torno de atividades literárias diversificadas em que os autores foram as grandes estrelas, tendo como coadjuvante uma plateia de sonho: atenta, provocativa e calorosa.

Idealizada por um grupo de intelectuais com ramificações familiares com a mais emblemática cidade do Recôncavo Baiano e patrocinada por uma operadora de telefonia, a Flica é a reprodução de um modelo que se solidificou no Brasil a partir de 2003 com a criação da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Apesar de não ter ainda o aporte financeiro e a fama dos grandes eventos literários como as feiras gaúchas de Porto Alegre e Passo Fundo ou ainda a Fliporto de Pernambuco, a Festa baiana se apresentou com personalidade e jeito próprios, acenando com inequívoco potencial de crescimento e autoafirmação para as próximas edições.

quinta-feira, 29 de março de 2012

SALVADOR, 463 ANOS: HOMENAGEM E REFLEXÃO




Primavera baiana

por Antônio Risério



Embora o meu sentimento seja de urgência, quero conversar com calma, que o assunto é sério: Salvador. Numa de suas peças de teatro, Shakespeare faz a pergunta fundamental: “O que é a cidade, a não ser as pessoas?”. E me lembro disso porque nesta semana um amigo me disse, em tom de quase desencanto: “Nosso maior problema, em Salvador, é que não sabemos nos ver como cidadãos”. Está certo. E, neste sentido, o maior problema atual de Salvador somos nós mesmos. A cara de Salvador não pode ser a da “grand vendeuse”, a da balconista-mor Ivete Sangalo, em pose autoritária, dizendo a frase imbecil: “Quem tem força, tem preço”. Em Salvador, hoje, devemos dizer coisa bem diferente: precisamos levantar a cabeça, recuperar a disposição, buscar o entusiasmo, nos mobilizar para dizer, alto e bom som, que não aceitamos o que estão fazendo com a nossa cidade. 

Chega de passividade. Se o que está acontecendo com Salvador (avacalhação e destruição da cidade) estivesse acontecendo em Porto Alegre, Curitiba ou São Paulo, não tenham dúvida: gaúchos, curitibanos e paulistanos teriam subido nas tamancas e saltado na goela da prefeitura. E nós, não vamos fazer nada? Felizmente, parece que sim, que é possível. As pessoas começam a protestar aqui e ali. Exemplo disso, entre outros, foi o artigo que Fredie Didier Jr. publicou neste jornal, no domingo passado. “Salvador não passa por um bom momento histórico”, escreveu Didier. “Não falo da crise em sua monumentalidade: Pelourinho abandonado, metrô inacabado, ruas sujas. Embora grave, este tipo de problema é de solução mais fácil. Não me refiro, igualmente, à violência que nos assola. A violência impressiona, mas não destoa do que acontece em outras metrópoles. Falo de outra espécie de crise, mais profunda e de efeitos mais deletérios. Salvador está em crise existencial”.

NESTA SEXTA: AS BAIANAS VÃO À BIBLIOTECA

Tarde de autógrafos com os autores de "As baianas". 
Pra quem perdeu o lançamento e tem a tarde livre.

sexta-feira, 23 de março de 2012

A BONNIE E AS "BONNIES"




Amigos, depois digam que a vida não imita a arte. Embora inspirado numa história real, do casal de assaltantes norte-americanos dos anos 30, Bonnie e Clyde, o conto de Mayrant Gallo A Bonnie dos Barris, que integra a coletânea As baianas, acaba de se revelar premonitório. Não é que a polícia de São Paulo acaba de desarticular uma gangue formada por loiras nada inocentes que se autodenominavam de "Bonnies", comandadas por um sujeito apelidado de Clyde?

Uma das loiras guarda incrível semelhança com a trajetória da personagem despirocada de A Bonnie dos Barris, que sai do Rio de Janeiro para delinquir em Salvador. Carina Geremias Vendramini, de 25 anos, tinha uma vida dupla, de mãe de família, zelosa e recatada, e bandida, na clandestinidade. Alegando ao marido que ia visitar a família, costumava viajar de Curitiba a São Paulo, para cometer sequestros relâmpagos, junto com outras cinco “Bonnies”. Deixava uma vida de conforto para se aventurar no crime, em busca de muita, mas muita, adrenalina! Carine foi presa na presença do marido, que, coitado!, ainda não acredita na história. Deveria perguntar a Clyde, o chefe das Bonnies.

Quanto a uma putinha na Vitória, uma santinha na Ribeira, uma noivinha no Cabula, uma piriguete em Ondina e uma guerreira na Lapinha, estas não são lá tão difíceis de encontrar! Aposto que As baianas chegou a Curitiba e que o conto de Mayrant emulou a “gangue das Bonnies”

ELIESER CESAR, autor de A guerreira da Lapinha.

terça-feira, 20 de março de 2012

NÃO PERCAM: AS BAIANAS NO SENADO

Gravação do programa Leituras: espaço raro na TV para autores e livros


Neste sábado (24), às 19h, o crítico e jornalista Maurício Melo Júnior fará uma pequena apreciação de nosso As Baianas. Será no programa Leituras, exibido pela TV Senado, logo após a entrevista com o escritor Luís Pimentel. Vale a pena conferir este que, atualmente, é um dos poucos programas voltados exclusivamente para a literatura. Já passaram por lá nomes como João Gilberto Noll, Lygia Fagundes Teles, Zeca Baleiro, Lêdo Ivo e Ferreira Gullar. A edição poderá ser vista pelos canais Uhf 53, Sky 118 e Net 7.

Foto: Marília Serra

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

COMENTÁRIO DO LEITOR


A fila para colher o autógrafo d'As baianas. Os escritores Gláucia Lemos e Ruy Espinheira Filho.
 De autoria de Goulart Gomes, um comentário interessante sobre As baianas: ler.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A PRIMEIRA RESENHA





Um livro porreta


Marcelo Torres*


Já pensou reunir, num só universo, a noivinha do Cabula, a putinha da Vitória, a Bonnie dos Barris, a guerreira da Lapinha, a santinha da Ribeira e a piriguete de Ondina? Pois neste mês de fevereiro, mês de carnaval, chegou às livrarias um livro porreta, com um título que já é um convite à leitura - As baianas. Gustavo Rios, Carlos Barbosa, Mayrant Gallo, Elieser Cesar, Tom Correia e Lima Trindade fizeram uma obra  declaradamente inspirada em As cariocas, de Sérgio Porto, e pretendem mostrar outras baianas, “longe do estereótipo cristalizado pela música popular e pelos clichês das novelas de televisão”. 

Engraçado é que, no dia em que surgiu a ideia, numa mesa do bar, eram outros os títulos - “A federal da Federação”, “A ribeirinha da Ribeira”, “A encabulada do Cabula”, “A descaminhada do Caminho das Árvores”, “A marinheira dos Mares” etc. E logo de primeira este leitor, nascido no interior, vê que as baianas são de Salvador, ainda que Marina, a Bonnie dos Barris, seja uma maluquinha carioca que foi passar as férias de verão na casa dos tios na Bahia; e que Maria Quitéria, a guerreira da Lapinha, tenha nascido no bairro de Quitéria, em Feira de Santana. 

Os contos são soteropolitanos, acontecem em Salvador. “Não há nenhum [conto] com garota do interior”, também observou Carlos Barbosa, um dos autores, ele que nasceu no município de Oliveira dos Brejinhos, viveu em Ibotirama e hoje mora em Salvador. Nada, porém, que tire a riqueza desse mosaico de perfis femininos - esse tabuleiro de almas soteropolitanas - nem a beleza encantadora das histórias; histórias que, de tão vivas, sedutoras e vibrantes, parecem reais. Afinal, em Salvador, quem não conhece uma loira como a piriguete de Ondina, que move mundos e fundos para obter uma pulseirinha que dá acesso ao camarote de Daniela Mercury? E quem não conhece uma figura como Quitéria, uma negra gorda e falante, nascida no interior, empregada doméstica, vítima de abusos, exploração e preconceito? Leia mais.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A FESTA DAS BAIANAS - III








O poeta Ruy Espinheira Filho

A escritora Mônica Menezes



O escritor Marcus Vinícius Rodrigues



Dênisson Padilha, que no próximo mês lança "Menelau e os homens"
pela Casarão do Verbo



Irena Martins e Lima Trindade

Mirdad, da Putzgrillo e da Flica


Fotos: Lalo Coutinho

A FESTA DAS BAIANAS - II

Carlos Barbosa, o autor da Putinha

Elieser Cesar, o da Guerreira

Gustavo Rios, o da Noivinha


Tina Tude posando de noivinha


A pequena Maria Cecília no colo da mãe Andréia


Tom Correia, Lima Trindade, Gláucia Lemos,
Cajazeira Ramos e Mayrant Gallo





Tom Correia, Rosana Souza, Lima Trindade e Mayrant Gallo

Fotos: Lalo Coutinho

AGRADECIMENTO

Os autores Carlos Barbosa, Elieser Cesar, Gustavo Rios, Lima Trindade, Mayrant Gallo, Tom Correia, os editores Rosel Soares e Renata Bonfim, e Gal Meirelles, a fotógrafa, agradecem igualmente à Livraria Cultura a oportunidade e a festa que foi o lançamento de "As baianas".

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NÃO FIQUE SEM SUAS BAIANAS NO CARNAVAL...



A escolha da capa pode ser difícil, 
a gente bem sabe.

Fácil mesmo é adquirir seu exemplar:

compre "As baianas" sem sair de casa e retire em qualquer filial da Livraria Cultura.

Basta um clique


Ou dois.

A FESTA DAS BAIANAS - I




Versão PB: os autores junto a Rosel Soares e Renata Soares, editores da Casarão do Verbo. E ainda a presença da linda baianinha Maria Cecília no colo do pai, Elieser Cesar.









 Não é toda vez que se vende 110 exemplares numa noite de autógrafos, ainda mais às vésperas do Carnaval e com a cidade tentando se recuperar de uma greve tensa.

Agradecemos a todos os leitores e leitoras que compareceram e
aos que não puderam ir, mas nos enviaram mensagens carinhosas.


Aos colegas da imprensa, que deram uma força e tanto na divulgação.


A todo pessoal da Cultura, em especial Thaís e Mariana.

Obrigado também ao garçom Carlos, muito atencioso e prestativo com os escribas.

 "As baianas" estavam sendo esperadas com tanta ansiedade, que terminamos ultrapassando o horário do fechamento do shopping.


Foi uma grande celebração, não podia ser diferente.



Fotos: Rosana Souza